Participação da UBI no 2º Campeonato Europeu Universitário de Futsal Feminino, que se realiza em Tampere - Finlândia, de 17 a 24 de Julho de 2011



terça-feira, 26 de julho de 2011

Diário do Europeu - Dia 11

O dia em que a nossa missão chega ao fim. Acorda-se a pensar que amanhã voltamos à nossa rotina, mas que estaremos a acordar perto das pessoas que nos deixaram saudades e uma onda de alegria invade-nos.
De manhã cedo, fomos ao centro comercial da zona onde estávamos instalados em Hervanta, para comprar as últimas lembranças da cidade e comprar prendas para levarmos, visto que no dia anterior estava tudo encerrado em Tampere. Tivemos tempo ainda para almoçar uma última vez na cantina da Universidade que durante toda a semana nos serviu bem e com muita qualidade. Vai deixar saudades os pratos finlandeses! Excepto pela pasta que fazia parte da ementa todos os dias. Mas compreensível a sua inclusão nas ementas diárias numa semana em que os serviços de alimentação da Universidade recebiam desportistas em prova.
Eram 12h30 quando abandonávamos o nosso quartel-general, através de um autocarro disponibilizado pela organização para nos levar ao aeroporto de Tampere, e sempre acompanhados pelas nossas guias. A viagem tornou-se um pouco nostálgica, pois estes dias passados, a cidade e as gentes iam deixar saudades. As guias também apresentavam uma expressão triste pois o momento da despedida aproximava-se, sabendo que seria talvez a última vez que nos viam.
À chegada ao aeroporto, uma tristeza possuía-nos ao ver a equipa de Valência a exibir no peito com orgulho as medalhas de ouro conquistadas na competição masculina. Seria um acto que todos nós queríamos certamente imitar. Mas não seria o único motivo para a tristeza… Era chegado o momento da despedida com a Emily e a Vivia – as guias que toda a semana fizeram parte desta equipa e viveram as alegrias e as tristezas desta comitiva. Certamente deixaremos saudades com as histórias vividas nestes dias, com as gargalhadas que proporcionámos, com as tentativas de as colocar a falar português e com a boa-disposição tipicamente portuguesa com que as brindámos. Mas elas também deixarão saudades, e certamente iremos lembrar as histórias vividas esta semana na companhia delas e a dedicação e paciência com que elas nos “aturaram”. A despedida foi feita de um modo que caracterizou o nosso grupo estes dias – num sentido abraço de família!
Ao chegar ao check-in tempo de mostrar os dotes teatrais da Sofia. Esta semana ela comprou uns bastões de caminhada e teríamos que arranjar forma de levar aquilo no avião! Simulou-se uma lesão na jogadora, onde foi dito que ela necessitava do par de instrumentos para o fortalecimento da postura nos próximos dias, podendo agravar a situação a não utilização dos bastões. Uma actriz convincente que até a mim me enganaria caso não soubesse do plano.
O avião chegou com algum atraso, e começava a invadir-me um sentimento de preocupação ao lembrar-me que poderíamos não chegar a tempo do nosso segundo percurso na escala a efectuar em Helsínquia. Finalmente chegou e lá nos dirigimos nós para a “avioneta”, sempre com um olho posto nas nossas bagagens, não fosse acontecer a “aventura das malas perdidas – parte II). Tanto ficámos a admirar o trabalho da entrada das bagagens pelos funcionários do aeroporto, que a hospedeira de bordo viu-se na necessidade de nos vir chamar cá fora. Vamos lá a ter calma! Afinal tínhamos uma jogadora com um passo lento na companhia dos seus bastões! (neste momento a Sofia continuava muito bem a sua performance…)
Ao entrar para o avião um último olhar para trás, sentido, ao vislumbrar uma última vez a paisagem desta região que nos acolheu nos últimos 10 dias. Uma viagem que se mostrou turbulenta, com autênticos picos de adrenalina a surgir constantemente com a condução agressiva com que a piloto nos brindou. Um percurso de apenas 40 minutos mas que parecia uma eternidade, com verdadeiros momentos de medo e apreensão, tal era o sobe e desce, as curvas, e os barulhos que se faziam ouvir no aparelho! Um sentimento de alívio como não sentíamos à muito foi sentido no momento da aterragem! Ufff…
Na escala em Helsínquia, junto à porta de embarque começávamos a sentir um pouco mais o nosso país com o encontro com portugueses e onde nos fundimos com a selecção de juniores de atletismo que vinham de um meeting internacional realizado na Estónia. Um verdadeiro contraste de indumentária azul celeste e indumentária verde e vermelho, num forte grupo desportivo. À entrada para o avião que nos traria a casa lá continuava a Sofia com os seus bastões, e a expressão de dor e o passo lento. Tens futuro na representação ;)
A viagem de regresso para Lisboa foi mais calma. Ainda bem, uma vez que a nossa coragem diária para enfrentar voos fortes já estava quase esgotada! Uma viagem que demorou sensivelmente 5 horas. Chegados a Lisboa, o sentimento de alegria e alívio por ver a nossa paisagem e sentir o seu aroma, intensificou-se no seio desta vossa comitiva. Ai Portugal, que saudades nos deixas quando te abandonamos uns dias! No tapete de recolha das bagagens a dúvida instalava-se: “Teriam as nossas malas chegado em segurança? Teriam ficado novamente retidas em Helsínquia?”. Mas heis-que ao início da rodagem, surgem as nossas adoradas malas! Foram das primeiras a surgir. Certamente estariam elas também com saudades de pisar território nacional.
Ao sair pela porta de saída, na zona de chegadas do aeroporto de Lisboa, não foi possível evitar o pensamento de como a nossa chegada poderia ter sido tão diferente… tão mais alegre. Mas honrosamente trouxemos uma medalha de prata para Portugal e contribuímos para o ranking universitário do país. Tínhamos ainda a ressaca da sensação de jogar uma final Europeia, e sentimos que ainda não é altura de baixar os braços. Porque o objectivo mantém-se e com a continuação da nossa dedicação e querer, iremos ainda ter a recepção que tanto desejamos!
Cá fora aguardámos apenas uns minutos pelo autocarro que nos levaria de volta à Covilhã. Ao chegar, constatámos que não seria novamente necessário pôr em prova os nossos dotes de Tetris para encaixar as malas – desta vez trouxeram um reboque!
A aventura da viagem tinha sido esgotante, e com a barriga a dar horas fomos directos ao McDonald’s! Afinal hoje já não era necessário seguir uma dieta desportiva. Mas não víamos a hora de encher a barriga com culinária tipicamente portuguesa! Iríamos matar saudades em poucas horas.
A viagem para a Covilhã foi feita então calma, tranquila. E como a troca de horários já se fazia sentir, foi passada a dormir. À chegada sentimo-nos tristes porque era o acordar para a despedida, para o fim da nossa missão, um sabor amargo por não termos trazido “o caneco”, de ter conquistado o sonho! E a despedida entre as meninas foi feita no nosso já tipíco abraço de família!
Mas agora esta época terminou, e na próxima vamos trabalhar ainda mais, com mais dedicação, com mais querer, mais garra, para ainda ser possível realizar o sonho de entregar na reitoria o seu 1º troféu Internacional na área desportiva!
Um forte abraço a todos!
Diogo Azevedo







Diário do Europeu - Dia 10

A ressaca da derrota na final do dia de ontem estava bem presente no seio desta comitiva. Ainda era difícil acreditar que tivemos tão perto de atingir o sonho, deixando-o escapar no nosso derradeiro jogo da época. Com a cabeça mais fria, os pensamentos tornavam-se amargos, ao lembrar os flashes de algumas situações no jogo decorrido no dia de ontem. Reconfortámo-nos nas mensagens de carinho que surgiam nos telemóveis e nas redes sociais, e ao relembrar um honroso 2º lugar num Campeonato da Europa.
De forma a melhor deixar cada um dos elementos em gerir melhor o peso da derrota europeia, optámos por permitir que não seria obrigatório levantar cedo para ir tomar o pequeno-almoço. Sairíamos sim, todos juntos, às 13h00 para almoçar na cantina ZIP da Universidade de Tampere. Ao juntarmo-nos todos fomos conversando do dia anterior, trocando histórias das mensagens recebidas e isso foi essencial para começar a levantar o nosso espírito e a nossa moral.
Após o almoço, e sem a pressão de um planeamento de horários para o dia, como tem acontecido nos últimos dias, fomos visitar a cidade de Tampere. Um passeio principalmente focado para comprar souvenirs, onde não tivemos muita sorte, visto se tratar de um Domingo – dia tipicamente de folga e encerramento da maior parte das lojas citadinas. Aproveitámos para melhor conhecer Tampere, sentar numa esplanada e desfrutar de um festival típico que decorria na praça central, com o edifício histórico da Câmara Municipal a embelezar o plano, num cenário típico de região Nórdica. Uma tarde em que aproveitámos para tirar muitas fotografias e captar os melhores cenários que certamente serão lembrados.
À noite, ficámos pelo alojamento em momentos divertidos e de descontracção, aproveitando para esquecer por momentos o pesar da derrota e a não conclusão do nosso objectivo principal. Um final de dia onde as meninas tiveram a oportunidade de me pregar uma alegre partida! Ai,ai meninas… eu cá me vingarei…   =)
Amanhã será então o dia de regresso a casa, onde as saudades já se fazem sentir e a necessidade de obter conforto dos nossos queridos se faz sentir muito mais nestes momentos.
A todos os que acompanham a nossa aventura, um grande abraço e um até já!

Diogo Azevedo

domingo, 24 de julho de 2011

Diário do Europeu - Dia 9

Chegou.. é hoje! A Final do Campeonato da Europa de Futsal Feminino Universitário! De manhã sentíamos a ansiedade, pois aquilo por que tanto trabalhámos podia estar a poucas horas de acontecer. Fomos cedo tomar o pequeno-almoço, onde mais uma vez se notava aquele nervoso miudinho, normal num dia como este. Não fugindo muito à regra, assim que terminámos a nossa refeição, fomos ocupar a nossa sala de aula onde nos habituámos a preparar os jogos, dadas as condições que esta oferecia. Uma sessão de Scouting à equipa adversária foi realizada, analisando as suas posturas tácticas e modo de jogar. Uma equipa difícil, mas que possuía alguns pormenores que podem ser entendidos como suas fraquezas. Com os níveis de garra e raça levantados após o discurso do nosso Head Coach fomos então para a cantina ZIP para ganhar forças para o embate nocturno. A tarde foi passada no Quartel-General em preparos clínicos e em momentos de descontracção para aliviar o nervosismos, que tinha desde manhã se tornado maior. A equipa técnica teve ainda tempo para, a seguir ao almoço, tirar um cochilo. Uma sesta que veio nos colocar a cabeça fresca e prontos para dar força às nossas guerreiras.
Ao jantar, surgiram novamente as restrições alimentares por parte do Tiago Rosa, compreensíveis numa refeição pré-jogo, em que mais uma vez fomos solidários, fomos família e comemos apenas o que as nossas meninas podiam comer.
O percurso para o Sports Arena, foi feito em silêncio, onde cada um de nós se concentrava e preparava mentalmente para uma final europeia. Ao chegar ao pavilhão, a demora para nos darem a chave do nosso balneário, e a aproximação da hora do jogo colocava-nos numa maior ansiedade, pois cada vez mais teríamos um menor tempo de aquecimento. Ao entrarem no balneário as meninas encontraram na parede uma mensagem especial feita pela equipa técnica, com o percurso desta temporada até ao culminar deste jogo, uma palavra que definia cada uma delas, e as 4 palavras que definem esta equipa – ORGANIZAÇÃO, CONFIANÇA, SOLIDARIEADADE, EFICÁCIA.
Eram 20h30 em Tampere, Finlândia, 18h30 em Portugal, quando foi dado o Pontapé de saída da final. Um jogo muito difícil, equilibrado, mas onde a UBI demonstrou superioridade, mas também uma tremenda falta se sorte, com inúmeras bolas no poste e na barra, e algumas falhas de finalização, em momentos em que podíamos ter “matado” o jogo. O ambiente estava infernal, típico de uma final, com as polacas a ter uma enorme claque do seu país, fruto das outras 4 equipas deste país na competição. Mas as equipas portuguesas (U. Minho e AAC) também foram solidárias, e mostraram o seu apoio, abafando por alguns momentos a mega claque polaca. No final do tempo regulamentar, o marcador apontava empate a uma bola, sendo necessário recorrer ao prolongamento para desempatar a partida. No momento em que a confiança da nossa equipa mais crescia sofremos um golo, mas nem por isso baixámos os braços, pois tínhamos equipa e espírito para dar a volta por cima. Nem quando, já a jogar com guarda-redes avançado, sofremos um terceiro golo, desistimos, lutando sempre com garra, raça e vontade para recuperar o resultado. Mas o tempo passava e  a bola teimava em não entrar, tal era o seu amor pelos postes e barra da baliza polaca.
E ao som da buzina, o sentimento bateu... tínhamos perdido a final. As lágrimas tomaram conta dos rostos, o cansaço fez-nos cair ao chão e os festejos polacos realçavam a nossa revolta interior, pois com tudo o que foi alcançado esta época, com todo o trabalho de preparação pré-torneio, com esforço, dedicação, com toda a nossa prestação no torneio e com a qualidade no jogo sentíamos que merecíamos ter ganho. Mas levantámos a cabeça, pois tínhamos alcançado a final do Campeonato da Europa, e com a qualidade do nosso futsal, com a nossa simpatia e boa-disposição tínhamos conquistado a Europa! Todos nos aplaudiam, todos queriam estar perto de nós e confortar, todos nos diziam que erámos a melhor delegação no campeonato. Fomos então receber os nossos troféus, com a honrosa medalha de prata a pintar no nosso peito. Num momento em que a nossa Cátia Morgado recebeu ainda mais 3 troféus: melhor marcadora do torneio, jogadora da dream team do torneio, e melhor jogadora do campeonato! Parabéns Cátia, mereces!! Ficámos com pena, pois por apenas um ponto não ganhámos a taça Fair-Play, que tanto queríamos oferecer à Universidade! Num formato de critérios de atribuição injusto que nos prejudicou, numa classificação para o troféu que sempre liderámos, sendo ultrapassados pela equipa Suíça no nosso último jogo. Os elementos da organização, em especial o ex-seleccionador polaco de Futsal, deu-nos fortes palavras de incentivo e reconheceu a nossa qualidade. Um momento em que assumiu que o nosso treinador, Arménio Coelho era um grande treinador e que certamente ouviria falar dele em palcos internacionais, tal era a qualidade do futsal praticado pela equipa Ubiana. Tempo ainda para nos lançar desde já o convite para o próximo campeonato europeu, independente dos resultados alcançados, pois afirmam que trazemos mais espectáculo à competição. A ver vamos o futuro..
No regresso a casa, o silêncio pairava no ar, enxugavam-se as últimas lágrimas, e liam-se e ouviam-se as mensagens de conforto que chegavam de Portugal. Como a fome era muita, e precisávamos de afogar as mágoas, fomos então à Pizzaria, para num momento em família ultrapassarmos este difícil momento. Mas é nestes campeonatos Internacionais, no desporto, que se sente a solidariedade entre nações, e à entrada da pizzaria, estavam a comitiva francesa. Um momento em que nos fizeram um corredor, e aplaudiram numa grande ovação na nossa entrada, com gritos de “TEAM BEIRA! TEAM BEIRA!..”. Sentimos realmente que somos a equipa mais acarinhada deste campeonato.

A cátia foi a figura mais requisitada da nossa equipa, com os fãs pelas ruas a gritarem "Number 8 - Cátia Morgado!" e a quererem tirar fotos com a melhor jogadora do campeonato!!
No regresso a casa, o cansaço era notado, num dia muito esgotante. Mas a nossa participação ainda não acabou, ainda temos mais uma missão. Amanhã estaremos no pavilhão a torcer pela U. Minho, onde luta por mais uma medalha para Portugal, e vamos mostrar à Europa a força e amizade que se vive em Portugal!




Obrigado, do fundo do coração, por todas as mensagens que nos fizeram chegar! Antes e depois do jogo! Foram Fantásticos!!
Diogo Azevedo

sábado, 23 de julho de 2011

Relatório de jogo... por João Lino " AAC (Portugal) x UBI (Portugal)" [ 2 - 6 ]

 No jogo das meias final da competição, defrontamos a nossa tão conhecida Académica de Coimbra, campeã europeia na última época. Para mim, foi o melhor jogo de toda a competição, duas equipas tacticamente e tecnicamente evoluídas, que jogam sempre para ganhar. A nossa equipa venceu e convenceu, rubricando neste Europeu, até agora, a sua melhor exibição, batendo a Académica por uns claros 6-2.
Numa primeira parte bem disputada, a UBI com a sua organização e variabilidade de movimentos ofensivos, foi criando os maiores problemas à Académica, já a equipa de Coimbra, ia criando o perigo através dos remates de meia distância. Ambas as equipas optaram por pressionar alto, não deixando jogar, reduzindo os espaços e as linhas de passe, obrigando a um jogo mais táctico, mais rápido e consequentemente mais exigente a nível físico. O resultado no fim da primeira parte transmitia o equilíbrio revelado, embora com vantagem para a UBI que vencia por 2-1.
Na segunda parte, entramos muito forte, pressionando alto, não deixando jogar, nem sequer respirar a equipa da Académica de Coimbra, sendo sem surpresa que chegamos aos 4-1, após isto a equipa de Coimbra colocou o 5 à frente, mas viria a sofrer mais 1 golo, acabando ainda por reduzir o marcador a segundos do fim, para os 6-2.
Ganhou a melhor equipa, a que jogou mais organizada, a que tem melhores executantes e a que fisicamente e psicologicamente estiveram sempre em elevados índices, embora a equipa de Coimbra tenha feito um bom jogo, o que só valoriza ainda mais a nossa vitória.

Diário do Europeu - Dia 8


Hoje sabíamos que iria ser um dia difícil, pois o jogo no final da tarde seria de uma grande passo no caminho rumo ao nosso objectivo. Por isso, de manhã notava-se logo uma nuvem de confiança e concentração no grupo da equipa Ubiana. A rotina de manhã não fugiu muito dos últimos dias, com o pequeno almoço a ser realizado às 09h30. Após a paparoca, voltámos a utilizar a nossa sala de aula, onde foi preparado o jogo contra a AAC. Tempo ainda para no final da sessão, subirmos os níveis de vontade com um vídeo inspiracional com os melhores momentos da equipa da AAUBI ao longo dos anos, e lembrar todas(os) os que fizeram parte desta equipa,  ganhando ainda mais força para o confronto!
A seguir ao almoço, eu, o Arménio e a Rita Curto, fomos até ao centro da cidade com um elemento da organização para finalizar o assunto das malas danificadas, aquando da viagem para a Finlândia. Foram-lhes oferecidas malas completamente novas, de forma a compensar o estrago realizado. Um agradecimento muito especial ao Töni, do comité organizador, por toda a sua dedicação e paciência em trocar e-mails com a Finnair e resolver-nos este problema com uma rapidez incrível, num processo que tende a ser longo.
Voltámos então de encontro à restante comitiva no nosso Quartel-General, onde estas já se encontravam em preparos clínicos junto do Tiago Rosa. A ansiedade era notada, mas os nossos níveis de confiança estavam altos, pois sabíamos do nosso valor.
Fomos jantar às 17h00, antes da partida para o jogo. Como iríamos ter jogo a poucas horas depois, as meninas estavam condicionadas ao nível da alimentação, onde o departamento clínico viu-se na necessidade de colocar algumas limitações àquilo que as jogadoras podiam comer. Nada de molhos, salada, alimentos pesados, etc.. De forma a mostrar que somos uma equipa, um todo, uma família, a equipa técnica foi solidária e fez a mesma dieta (apesar do excelente aspecto dos alimentos proibidos!..).
Eram então 20h (18h PT) quando o pontapé de saída da 2ª Meia-Final do Campeonato da Europa entre a UBI e AAC foi dado. O nosso banco estava preparado para a batalha, com a Bandeira da Universidade e da Equipa colocadas na parede atrás de nós, e a Bandeira de Portugal no centro dos bancos das duas equipas, pois principalmente estaríamos a mostrar à Europa a qualidade do Futsal Português. Um jogo em que a UBI esteve muito concentrada e, conseguido isso, praticou um futsal de elevada qualidade e segurança, esmagando a AAC por 6-2 e garantindo assim um acesso à Final. (Mais sobre o jogo, no relatório com João Lino)
Na regresso a casa no autocarro, os níveis de concentração e profissionalismo mantinham-se, pois sabíamos que ainda não conquistámos nada, tendo ainda apenas mais um jogo para alcançar o nosso objectivo!
Como a hora de chegada ao alojamento já era tardia, e não tínhamos hipótese de jantar nas cantinas, oferecemos uma prenda às nossas meninas, que desesperavam por comida. Fomos à Pizzaria e comprámos Pizza para todos. Infelizmente com todas as limitações de ingredientes impostas pelo departamento clínico..
No final da noite, era notório o cansaço notado, num dia de emoções fortes, e não era de estranhar o desespero por uma almofada por parte desta comitiva. Amanhã defrontaremos a equipa de Könin, da Polónia na Final do Campeonato da Europa de Futsal Feminino, num jogo que se avizinha muito difícil e complicado, talvez mais do que o realizado hoje, sabendo à partida que são uma excelente equipa. Mas estamos todos motivados para sair vitoriosos amanhã e trazer a taça para a nossa Universidade!
Força UBI! Estamos Perto!..
Diogo Azevedo



sexta-feira, 22 de julho de 2011

UBI x AAC com transmissão em directo - Live Stream

Acompanha o dérbi português das meias-finais no Campeonato da Europa em directo  às 20h00 locais (18h PT) no seguinte endereço:

http://www.ustream.tv/channel/eucfutsal2011

Jogo a realizar no campo nº3 do Tampere Sports Exbition Center (TESC), na Finlândia.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Relatório de jogo... por João Lino " Zurich (Suiça) - UBI (Portugal) [1-3] "

Hoje pelas 15h15 (hora local) jogámos os quartos de final da competição, contra a equipa suíça de Zurich, onde vencemos por 3 -1.
A equipa suíça, embora pouco organizada, foi ao longo do jogo uma equipa muito combativa, tendo como sua principal arma o jogo físico. Nos primeiros minutos de jogo tivemos algumas dificuldades, fruto da pressão alta exercida pelas suíças, mas com o passar do tempo fomos circulando a bola, trabalhando com paciência e impondo o nosso jogo, obrigando a equipa suíça a correr atrás da bola e desgastando-as.
Após várias oportunidades de golo desperdiçadas, fizemos o 1-0 por Mariana Pinto, após uma sucessão de tabelas simples, sempre em progressão, resultado esse que se registava ao intervalo. Na segunda parte o jogo não mudou, mantivemos a calma e o nosso jogo, sendo com naturalidade que chegamos aos 3-0, com golos de Margarida Morão e Cátia Morgado. A equipa de Zurich ainda reduziu através de uma grande penalidade. No geral, um jogo bem conseguido, onde tivemos capacidade para aguentar a entrada forte da equipa suíça, muito forte fisicamente, e onde mostramos claramente uma melhoria significativa nos processos ofensivos e defensivos.